Governo do Distrito Federal
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17/12/19 às 15h01 - Atualizado em 17/12/19 às 15h01

Panificadoras são reinauguradas no Complexo Penitenciário da Papuda

 

Após cinco anos inativadas, as oficinas de panificação instaladas no Complexo Penitenciário da Papuda foram reinauguradas, nesta terça-feira (17), pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), responsável pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). No total, 40 reeducandos serão qualificados e empregados nas duas panificadoras, sendo uma em funcionamento no Centro de Internamento e Reeducação (CIR) e outra na Penitenciária I do Distrito Federal (PDFI).

 

Ao participar da cerimônia de reinauguração, o secretário da sejus, Gustavo Rocha, destacou a importância da qualificação profissional no processo de ressocialização. “Não adianta pensar em segurança pública sem pensar nessa questão. Quando ampliamos a segurança, é natural que tenhamos um encarceramento maior. Por isso, precisamos trabalhar a ressocialização para que não aconteça a reincidência e, assim, desafogar o sistema carcerário”, ressaltou.

 

A reabertura das oficinas só foi possível graças a uma parceria do governo com a iniciativa privada. A empresa que assumiu a gestão das panificadoras deverá comprar os insumos, comercializar os produtos, empregar e qualificar os presos. Em contrapartida, a Funap disponibilizará a mão de obra e os equipamentos, que foram adquiridos em 2014. Essa atuação público-privada é resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado, em agosto deste ano, entre a Sejus e a Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF), permitindo que a Funap possa assinar convênios com empresas interessadas em utilizar os espaços das unidades prisionais para promover a capacitação profissional e a contratação de presos do regime fechado.

 

As panificadoras terão capacidade de produção diária de cerca de 80 mil pães, quase metade dos itens serão vendidos para as empresas responsáveis por fornecer alimentação para o sistema penitenciário do DF. “Essa inauguração é o símbolo de que o governo quer trabalhar na linha da ressocialização. É a prova que presídio não é depósito de pessoas. No Brasil, não há pena de morte e prisão perpétua. Portanto, eles vão voltar para a sociedade. A nossa obrigação é mostrar um novo caminho para que eles voltem melhores”, disse o governador Ibaneis Rocha, ao destacar o trabalho do secretário Gustavo Rocha à frente Funap.

 

Além das panificadoras, deverá entrar em atividade uma oficina de fabricação de colchões no próximo ano. Segundo a diretora executiva da Funap, Deuselita Martins, a expectativa é empregar e capacitar mais 15 reeducandos.

 

Funap

 

Vinculada à Sejus, a Funap tem por objetivo contribuir para a recuperação social do preso, fornecendo treinamento profissional e oferta de trabalho remunerado. Atualmente, tem 78 contratos firmados com órgãos do GDF e seis com empresas privadas para contratação de mão de obra. No total, estão empregados 1.500 reeducandos extramuros e 125 diretamente pela Funap nas atividades desenvolvidas dentro do sistema penitenciário.

 

 

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